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SBN, AMB, SBOT e SBC divulgaram documento conjunto sobre glosas de procedimentos neurocirúrgicos e da coluna vertebral. Clique no link para ler a íntegra do documento: http://sncrj.com.br/posicionamento-procedimentos.pdf

Em reunião realizada no dia 25/11/2017, o Conselho Deliberativo da SBN decidiu descredenciar cinco serviços de residência médica em neurocirurgia, pelo motivo dos mesmos não atingirem os critérios mínimos para formação adequada de residentes em neurocirurgia. O processo de avaliação e julgamento no Conselho Deliberativo é realizado às cegas, ou seja, os conselheiros não tem acesso à identificação do serviço que está sendo avaliado e julgado. Isto evita que fatores externos ou vieses influenciem a decisão dos conselheiros.

Esta decisão do Conselho Deliberativo tem consonância com o que foi decidido pela Assembléia Geral Extraordinária da SBN realizada no Congresso Brasileiro de Neurocirurgia em Brasília, onde foi determinado uma maior fiscalização dos Serviços de Residência Médica. Os serviços descredenciados são: Hospital Centenário (RS), Hospital Universitário Prof. Alberto Antunes (AL), Hospital Nossa Senhora da Pompéia (RS), Hospital Beneficência Portuguesa de Porto Alegre (RS) e Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (RJ).

 

Fonte: SBN

Nos últimos anos, temos nos deparado com a abertura indiscriminada de faculdades de medicina no Brasil e, paralelamente, com a abertura de inúmeros serviços de residência médica, nas diversas especialidades médicas.

Claramente, havia uma carência de médicos e também de especialistas no Brasil. Isso é fato inconteste. Entretanto, o que era para ser uma expansão racional e programada tornou-se um exagero, um verdadeiro mercado de faculdades e, mais grave ainda, passando a ser utilizada como moeda de troca de favores políticos.

Essa abertura desenfreada criou um fato inusitado: passamos a ter muito mais faculdades de medicina do que países mais populosos, como a China, a India e os Estados Unidos. Estabelece-se então uma nova relação, onde o Brasil passa a formar 35 mil médicos por ano, para um crescimento populacional de 1,7 milhões de novos habitantes (0,77% ao ano), ou seja, um novo médico para cada 500 novos habitantes, bem abaixo do preconizado pela Organização Mundial de Saúde (OMS), de um médico para cada mil habitantes.

A neurocirurgia brasileira também não ficou atrás desse processo de expansão de ofertas de vagas de residência médica. Hoje, temos no Brasil aproximadamente 650 residentes em formação, distribuídos em mais de 100 serviços de residência médica, quase o mesmo número dos Estados Unidos, economia com o PIB dez vezes maior que o nosso.

Acreditamos que o debate na neurocirurgia brasileira não deva ser focado apenas na quantidade de profissionais em formação no País, mas sim na qualidade do neurocirurgião que está sendo preparado atualmente. Dentro desse prima, o papel da Sociedade Brasileira de Neurocirurgia-SBN deve ser de órgão regulador e fiscalizador da qualidade da formação neurocirúrgica no Brasil, uma espécie de “agência reguladora” do segmento. Diante disso, Algumas decisões importantes estão sendo tomadas pela Diretoria e pelo Conselho Deliberativo da Entidade para lidar com essa situação:

Uma medida inicial importantíssima foi a aproximação da SBN com a Comissão Nacional de Residência Médica (CNRM) do Ministério da Educação, cuja gestão atual compartilha da mesma preocupação com a qualidade dos médicos especialistas formados no Brasil. Essa parceria muito salutar tem trazido bons frutos, como uma fiscalização mais apurada dos serviços, a aprovação do chamado Manual do Residente em Neurocirurgia e o surgimento de proposta de unificação de serviços, num modelo de “residência médica em rede”. Essa idéia de aglutinação de serviços está sendo estudada para ser implantada em algumas cidades brasileiras.

Uma decisão lúcida do seu Conselho Deliberativo foi a constituição de uma comissão especial, para elaboração de novos critérios para formação de neurocirurgiões, dentro de uma ótica mais contemporânea, estabelecendo inclusive ranqueamento dos serviços existentes.

A terceira medida está relacionada ao trabalho desenvolvido pela Comissão de Credenciamento da SBN. Ela terá, ao longo desse ano, um papel mais proativo e preventivo, fiscalizando um número bem maior de serviços, evitando que hospitais sem as mínimas condições necessárias continuem dando diplomas aos seus residentes.

A quarta e última ação da SBN está voltada para um olhar mais apurado na abertura de novos serviços de residência médica. Nesse tópico, faz-se necessário um maior explanação do que vem acontecendo, para que possamos fazer uma reflexão mais aprofundada do tema.

É de conhecimento de todos que alguns serviços foram criados com motivos menos nobres, como a utilização da mão de obra dos residentes para “tapar buracos” em hospitais privados, onde preceptores do serviço tem atuação. Ou até mesmo, por puro capricho de alguns chefes de serviços, que criaram residências em hospitais de poucos leitos, sem um número mínimo adequado de neurocirurgias para formação do residente. São os apelidados “chefes de serviço de leito único”. Obviamente e felizmente, isso não é a regra, mas sim a exceção.

Assim como uma escola, onde o sentido da sua existência é o aluno, a residência médica não deve existir para valeidade do preceptor, mas sim com o nobre propósito de formar um bom neurocirurgião.

Assim como um cidadão que decide ser pai e acha que essa tarefa se restringirá apenas a colocar o filho no mundo, sem se preocupar com a sua educação e o seu crescimento, acontece também com serviços que decidem abrir residência, mas, no meio do caminho, não tem condições de mantê-la, abandonando os residentes à própria sorte.

Foram assuntos recorrentes nesse ano de 2017 residentes insatisfeitos com a qualidade de seus serviços de residência médica. Os do segundo ano, aqueles que estão tendo o contato inicial com a neurocirurgia, tem sido os mais queixosos. Reclamam da Entidade, alegando que perderam dois anos das suas vidas, por acreditarem que a chancela da SBN garantiria uma qualidade razoável para o serviço por eles escolhidos, mas que, na prática, estava bem abaixo das expectativas.

Aos neurocirurgiões da SBN que solicitam abertura de novos serviços de residência médica cabe uma forte reflexão na tomada dessa decisão e no compromisso a ela atrelado.

Entendam que a razão maior da residência é o residente e não o preceptor.

Entendam também que estarão formando cidadãos críticos, compromissados com a comunidade em que vivem e com o bem estar da população e não apenas especialistas e técnicos “de sangue frio”.

Deixem de lado a vontade de ser chefes, apenas por capricho individual e compreendam que os candidatos à residente de neurocirurgia são jovens sonhadores e esperançosos, que se dedicam intensamente a essa carreira e não podem ser decepcionados no meio da jornada, desperdiçando anos de suas vidas. Não transformem seus sonhos em uma quimera.

Esses são os nosso alertas! Esses são os nossos apelos!

São Paulo, 02 de janeiro de 2018.

Diretoria SBN

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) já disponibiliza em seu portal online a sua Biblioteca Digital. A ferramenta permite acesso ao acervo bibliográfico do órgão regulador, beneficiando pesquisadores, estudantes e profissionais da saúde. A Biblioteca Digital reúne trabalhos acadêmicos, periódicos, livros, fotografias, cartilhas, folhetos e vídeos, entre outros materiais, sobre a saúde suplementar e com relevância no setor, além das publicações produzidas pela ANS.
O projeto teve início internamente, com a transição da biblioteca física para a digital, disponível aos servidores da Agência através da intranet. Agora, nesta disponibilização externa, a reguladora espera compartilhar conhecimentos e sua memória institucional.
“Queremos garantir o acesso gratuito e público ao conhecimento gerado pela instituição e produzido na área de saúde suplementar. Nossa intenção é dividir dados, estudos e informações com toda a sociedade, contribuindo para a universalização da informação”, explica Simone Freire, diretora de Gestão Interina da ANS.
A Biblioteca terá atualização permanente do seu conteúdo, distribuído de forma organizada por título, autor, assunto e idioma, entre outras opções de busca. Outras informações: http://www.ans.gov.br/…/4181-ans-disponibiliza-ao-publico-a…

A Sociedade Brasileira de Neurocirurgia (SBN) recebeu com preocupação as novas regras definidas pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), para o diagnóstico de morte encefálica para a doação de órgãos.

O CFM determinou que pacientes com suspeita de morte encefálica devem ser observados e tratados por, no mínimo, seis horas antes do exame de confirmação. Antes, o protocolo para determinar a ausência de atividade no cérebro iniciava imediatamente a partir da suspeita.

Somados os períodos, a determinação da morte cerebral só poderá ocorrer após sete horas (seis horas de observação + uma hora de exames).

De acordo com o diretor de Codificação e Defesa Profissional da SBN, o neurocirurgião Wuilker Knoner Campos, as novas regras seguem no caminho contrário da flexibilização e agilidade necessárias para que os órgãos sejam doados. “Alguns pontos da nova lei acabam por burocratizar o processo de diagnóstico de morte encefálica e, com isso, atrasar os transplantes”.

Segundo o especialista, aguardar seis horas para o início do protocolo de diagnóstico pode atrasar o procedimento para o transplante. “O processo é dinâmico e, muitas vezes, corre contra o tempo para salvar órgãos. Neste caso, um atraso pode significar a insuficiência de órgãos”.

O diretor da SBN afirma, ainda, que outro ponto polêmico nas medidas do CFM é a exigência de experiência comprovada para os médicos (incluindo neurologistas e neurocirurgiões) que devem diagnosticar a morte cerebral. “Isso também leva à burocratização. Fazer esse tipo de diagnóstico já faz parte do dia a dia de neurocirurgiões, portanto trata-se de uma medida desnecessária e descabida. Perdem os cerca de 40 mil brasileiros que estão na fila aguardando por um transplante”.


Fonte: Jornal do Brasil

Estão abertas as inscrições para os Intercâmbios 2018 da ABNc.- Academia Brasileira de Neurocirurgia.
São 3 opções de intercâmbio: Atchyn (Alemanha), Hannover (Alemanha) e Ohio (EUA).

Confira os períodos de inscrição e resultado da seleção:

Atchyn 2018 – Alemanha – 18/06/18 a 13/07/18
Período de inscrição: 01 de dezembro de 2017 a 31 de janeiro de 2018
Resultado da seleção: 19 de fevereiro de 2018.

Hannover 2018 – Alemanha – 22/09/2018 a 29/09/2018
Período de inscrição: 01 de janeiro a 31 de março de 2018.
Resultado da Seleção: 31 de abril de 2018.

Ohio 2018 – EUA – Previsto para outubro de 2018 – Não haverá processo seletivo. No ano de 2017, não houve o intercâmbio, os candidatos selecionados ficaram para o ano de 2018.

Para efetuar sua inscrição, acesse o site. www.abnc.org.br, preencha o formulário e envie, anexando curriculum vitae resumido e carta de referência, para: Secretaria Geral – Rua da Quitanda, 159 – 10º andar – Centro – Rio de Janeiro – RJ – CEP: 20091-005.

 

Fonte: ABNc

 

Este curso é apenas para médicos e acadêmicos de medicina. Os médicos podem se inscrever através do site e os acadêmicos (que devem apresentar comprovação) através do email Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. ou pelos telefones 3184-7130 a 3184-7137.

O presidente do CREMERJ, Nelson Nahon, e o diretor Gil Simões participaram, nessa segunda-feira, 17, da reunião do Comando Unificado de Saúde juntamente com conselhos profissionais da Saúde, as Defensorias Públicas do Estado e da União, o Mistério Público do Estado do Rio de Janeiro e com membros da comissão externa da Câmara dos Deputados para debater a crise que afeta a rede federal.

A maioria dos hospitais públicos brasileiros (76%) apresenta infraestrutura pouco adequada (39%) ou inadequada (37%) ao atendimento de crises agudas de acidente vascular cerebral (AVC), uma das principais causas de mortalidade por doenças crônicas não transmissíveis no País. Apenas 25% desses estabelecimentos se enquadram em parâmetros que os tornariam adequados (22%) ou muito adequados (3%) para essa finalidade.

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