Residentes brasileiros em Neurocirurgia impressionados com a tecnologia médica americana

Desde 27 de setembro, um grupo de médicos brasileiros que agora são residentes em neurocirurgia estiveram em Jacksonville, participando de "Técnicas e Tecnologias em Neurocirurgia", um programa que é um esforço colaborativo da Sociedade Brasileira de Neurocirurgia e Lizzly Neurosurgery, que é parte da Baptist Health.

A maioria do treinamento foi feito no Baptist Medical Center Jacksonville. Mas na semana passada, os residentes passaram algum tempo no laboratório da Medtronic, uma empresa de tecnologia médica que possui um escritório em Southside de Jacksonville. Lá eles praticaram técnicas em manequins de alta tecnologia.

Eles visitaram um laboratório na quinta-feira na Zimmer Biomet, uma empresa de dispositivos médicos que possui um escritório perto do Aeroporto Internacional de Jacksonville. Lá, eles praticaram uma técnica de by-passing num aneurisma cerebral demonstrado por Ricardo Hanel, que é co-diretor médico do Baptist Stroke & Cerebrovascular Center. Mais tarde, eles praticaram a técnica em cabeças de cadáveres.

Para Hanel, proporcionar treinamento a jovens médicos brasileiros foi uma chance de ajudar o país onde ele nasceu e cresceu, obteve seu diploma de medicina, fez seu estágio e residência em neurocirurgia. Depois disso, com bolsas de estudo, foi para a Universidade Estadual de Nova York em Buffalo e no Barrow Neurological Institute no St. Joseph's Hospital em Phoenix, Arizona.

"Nós podemos proporcionar aos jovens neurocirurgiões brasileiros o que está fora do treinamento habitual que eles têm", disse Hanel. "... Se você treinar, você melhora."

Orlando Maia, neurocirurgião da Sociedade Brasileira de Neurocirurgiões, disse que os 12 residentes que participaram do programa foram escolhidos por mérito com base em um teste anual que os brasileiros se submetem.

Enquanto o treinamento no Brasil é bom, a diferença de tecnologia e intensidade é como dia e noite, disse Hanel.

"Provavelmente, cerca de 750 procedimentos neurocirúrgicos  foram realizados no Brasil no ano passado,enquanto isso, eu sozinho faço 750 cirurgias por ano nos EUA", disse ele. Hanel explicou ainda, que as condições nos EUA são muito melhores.

Maia, que falou em português, sendo traduzido por Hanel, disse que os alunos ficaram impressionados com uma maneira de mente muito mais aberta de fazer as coisas entre cuidadores de Jacksonville. "É um ambiente muito mais de camaradagem", disse Hanel em nome de Maia. "No Brasil, é muito mais hierárquico".

"É muito bom estar aqui", disse José Almeida, que recentemente completou sua residência. "Nós vimos muitos procedimentos complexos e muita tecnologia. É interessante ver como funciona o sistema de saúde americano “. "É um ótimo programa", disse Caio Tamnus. "Temos a oportunidade de conhecer o sistema de cuidados em Jacksonville. 

Tivemos a oportunidade de ver o Centro Robótico da Coluna. E os microscópios são melhores aqui“. "Foi uma experiência maravilhosa", disse o residente Renan Lovato. "... Eles têm muito mais tecnologia disponível. Jacksonville também tem algumas opções de alimentos interessantes, disse Lovato."Eu provei a cauda de gato", disse ele. "Eu gostei."

A sexta-feira é o último dia do programa com Eric Sauvageau, co-diretor médico, e Hanel, do Baptist Stroke & Cerebrovascular Center. A programação foi mostrar aos residentes salas de operações no campus do Centro de Baptist.

Hanel disse que planeja fazer um programa similar com um grupo de residentes de neurocirurgia chinesa em março e depois trazer um novo grupo de residentes brasileiros no próximo ano.

 

Traduzido pela jornalista da SNCRJ, Andrea Penna, do The Florida Times-Union - Jacksonville.com

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